Análise de depoimentos em vídeo · Processamento local

A fala do depoimento, medida com método.

Envie o vídeo e receba um relatório de leitura: transcrição minutada, indicadores de voz e comportamento comparados ao padrão da própria pessoa, e a fonte científica de cada apontamento.

  • Vídeo excluído após a análise
  • Fontes citadas com página
  • Não detecta mentiras
Depoimento · análise ao vivo00:00:24
Linguagem de incerteza Olhar desviado Mão ao rosto · adaptador Elevação do tom rastreando rosto · voz · gestos · postura

Depoente · 00:00:25Olha, eu acho que talvez, não sei, sei lá, não lembro bem. Para ser sincero, não tenho certeza do horário exato.

hesitação · evidência altaLinguagem de incerteza

22,2 ocorrências por 100 palavras: o dobro da linha de base do próprio depoente.

credibilidade · CBCA 15Admissão de falta de memória

“Admissão de falta de memória. Essa admissão também pode ocorrer através da expressão de preocupação de que talvez partes de seu relato poderão não estar corretas, por não lembrar-se bem.”Machado, Dissertação (UFRGS), 2014, p. 28 · critério do CBCA de Steller & Köhnken.

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Você envia o vídeo, a análise roda no servidor e o relatório abre na tela, com cada apontamento rastreável até a fonte.

  1. 01Envie o vídeo

    Arraste o arquivo do depoimento, da audiência ou da entrevista. Aceita também só o áudio.

  2. 02A análise acontece sozinha

    Transcrição minutada, voz (tom, pausas, ritmo) e comportamento, tudo comparado ao padrão da própria pessoa.

  3. 03Leia o relatório

    Cada apontamento traz o trecho exato, o minuto e a fonte científica. Você pode baixar o arquivo e guardar.

Painel de leitura

Um mesmo trecho, lido por cada fonte.

Demonstração com apontamentos reais e citação literal das fontes. Percorra a minutagem, escolha a lente e veja o que cada estudo diz que aquilo significa — inclusive quando duas leituras do mesmo trecho apontam para lados opostos. A análise do seu próprio vídeo é feita no envio acima.

    Por que usar

    Rigor que você confere, trecho a trecho.

    Feito para quem revisa depoimentos com método: advogados, peritos, jornalistas e pesquisadores.

    A ciência por trás da análise

    Quem produziu os métodos, e como investigaram.

    Cada indicador do relatório cita uma fonte. Aqui estão os pesquisadores por trás dessas fontes e, o que mais importa, como chegaram às suas conclusões. Um dado vale pelo método que o produziu.

    Retrato de Paul Ekman

    Paul Ekman

    Psicólogo · pioneiro no estudo das microexpressões

    Psicólogo. Doutor em Psicologia Clínica pela Universidade Adelphi (1958) e professor emérito de psicologia da Universidade da Califórnia (UCSF). Recebeu o título de doutor honoris causa (Humane Letters) por Adelphi em 2008 e foi apontado pela revista TIME entre as 100 pessoas mais influentes do mundo. Autor de livros como “A Mentira” (Telling Lies) e “A Linguagem das Emoções”. Foi consultor científico da série “Lie to Me”, cujo protagonista é inspirado nele, e do filme “Divertida Mente” (Inside Out), da Pixar.

    Como investigouTestou em campo a universalidade das emoções, mostrando fotos de expressões a povos isolados, como os Fore da Papua-Nova Guiné, e codificou vídeos quadro a quadro para flagrar emoções e o “vazamento” involuntário do rosto e da voz.

    No relatório: protesto de honestidade (erro de Otelo), incongruência gestual, elevação do tom de voz.

    Foto: Paul Ekman Group, LLC · Wikimedia Commons · CC BY-SA 3.0

    BD

    Bella M. DePaulo

    Psicóloga social · especialista em detecção de engano · Ph.D. por Harvard

    Psicóloga social. Doutora (Ph.D.) pela Universidade Harvard (1979), foi professora por muitos anos na Universidade da Virgínia e é pesquisadora na Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, com mais de 150 publicações científicas. Autora do livro “Singled Out”, sobre a vida de pessoas solteiras.

    Como investigouEm vez de um único experimento, reuniu estatisticamente 158 possíveis sinais de mentira medidos em mais de 120 estudos (meta-análise, 2003), método que separa a pista real do mito. Com Charles Bond, agregou depois mais de 200 estudos e cerca de 24 mil julgamentos, chegando ao acerto humano médio de ~54%.

    No relatório: linguagem de incerteza, pitch, correções; e o alerta de que nenhum método detecta mentira com confiabilidade.

    AV

    Aldert Vrij

    Psicólogo · detecção de mentiras e entrevista investigativa

    Psicólogo. Doutor (Ph.D.) pela Vrije Universiteit de Amsterdam (1991) e professor de Psicologia Social Aplicada na Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, com mais de 600 publicações e atuação como perito judicial. Autor de “Detecting Lies and Deceit: Pitfalls and Opportunities”, referência internacional no tema.

    Como investigouConduziu dezenas de experimentos e estudos de campo com policiais testando a ideia de que mentir exige mais esforço mental e que aumentar essa carga cognitiva (por exemplo, pedindo o relato em ordem inversa) faz as diferenças emergirem. É a base da entrevista voltada a obter informação, não confissão.

    No relatório: latência de resposta, velocidade da fala, reformulações.

    Retrato de James Pennebaker e Matthew Newman

    James Pennebaker e Matthew Newman

    Psicólogos · linguagem e análise de texto (LIWC)

    Psicólogos. James Pennebaker é Regents Centennial Professor e ex-chefe do Departamento de Psicologia da Universidade do Texas em Austin, autor de dez livros, entre eles “The Secret Life of Pronouns” e “Opening Up”, e criador do LIWC, programa de análise da linguagem. Matthew Newman foi seu colaborador no estudo que embasa este indicador.

    Como investigouAnalisaram por computador milhares de relatos verdadeiros e falsos em cinco estudos, medindo o uso de cada palavra. Relatos enganosos usavam menos “eu/meu”, um distanciamento sutil da própria fala.

    No relatório: baixa autorreferência, linguagem de distanciamento.

    Foto de James Pennebaker no Texas Book Festival (2011) · Larry D. Moore · Wikimedia Commons · CC BY 4.0

    SK

    Max Steller e Günter Köhnken

    Psicólogos forenses · criadores da CBCA

    Psicólogos forenses alemães. Max Steller atuou no Instituto de Psiquiatria Forense da Universidade Livre de Berlim e Günter Köhnken é professor emérito da Universidade de Kiel. Em 1989 sistematizaram os 19 critérios da CBCA, usados internacionalmente em perícia de credibilidade de testemunhos.

    Como investigouPartindo da hipótese de Undeutsch, a de que relatar algo realmente vivido difere em qualidade de algo inventado, organizaram 19 critérios que avaliadores treinados aplicam à transcrição do depoimento, validados sobretudo com testemunhas. No Brasil, documentado na dissertação de P. V. Machado (UFRGS, 2014).

    No relatório: seção de credibilidade (CBCA): encaixe no contexto, reprodução de diálogo, correções e admissão de falta de memória.

    SS

    Siegfried Sporer e Barbara Schwandt

    Psicólogos · sinais paraverbais do engano

    Psicólogos. Siegfried Sporer é professor da Universidade de Gießen (Justus Liebig), especialista em identificação de pessoas e em meta-análises sobre sinais de engano, campo do estudo que, feito com Barbara Schwandt, embasa este indicador.

    Como investigouMeta-análise (2006) que reuniu estudos sobre sinais paraverbais (tom de voz, pausas, tempo de resposta e velocidade da fala) para medir quais deles, e com que força, de fato se associam à mentira.

    No relatório: pausas, latência, velocidade, pitch.

    WT

    Pierre Weil e Roland Tompakow

    Autores de “O Corpo Fala”

    Pierre Weil (1924-2008), doutor em Psicologia pela Universidade de Paris, foi professor emérito da UFMG, fundador e reitor da UNIPAZ (Universidade Internacional da Paz), cidadão honorário de Brasília e indicado ao Nobel da Paz em 2003, com mais de trinta livros publicados. Roland Tompakow, artista plástico, foi seu coautor no clássico “O Corpo Fala”.

    Como investigouDiferente dos demais, “O Corpo Fala” é uma obra ilustrada de divulgação, baseada em observação e leitura cultural, não em experimentos controlados. Por isso entra no relatório apenas como referência dos sinais corporais populares, sempre marcada como de baixa evidência e confrontada com a ciência.

    No relatório: gestos corporais (mão ao rosto, postura), sinalizados como baixa confiabilidade.